As Quatro Estações de Uma Vida - Uma história contada pelo coração
A infância:
A menina que fui
Eu fui uma criança feliz.
Brasileira de nascimento, italiana de coração e de raízes.
Brinquei, corri, sorri... E também chorei. Mas chorei aquele choro de criança, que logo passa, dando lugar a um novo sorriso.
Descobri o mundo com olhos curiosos, vivi pequenas aventuras, colecionei alegrias...
E, sem perceber, o tempo passou.
A menina cresceu.
A juventude:
A moça que floresceu
E me tornei uma jovem cheia de sonhos.
Dizem que era bonita... E talvez fosse mesmo!
Nas praças e nos cinemas, entre olhares discretos e corações apaixonados, despertei suspiros e encantei pretendentes.
Artista não fui. Mas atriz... Ah, atriz eu bem poderia ter sido! Não me faltavam graça, encanto e beleza.
A vida, porém, reservava para mim um papel ainda mais bonito.
O de amar... e ser amada.
A vida adulta:
A mulher que amou
Encontrei o meu grande amor.
E juntos construímos uma história. Uma família. Um lar.
Desse amor nasceram quatro joias preciosas: meus filhos.
Quatro pedaços do meu coração, que passaram a caminhar pelo mundo.
Fui mulher, esposa, mãe...
Sorri com suas conquistas, sofri com suas dores e descobri que o amor de mãe não conhece distâncias nem limites.
Vivemos uma história de alegrias, compromissos, desafios e um amor que parecia não ter fim.
E, mais uma vez, o tempo passou.
A maturidade:
A mulher que compreendeu
Amadureci.
A vida me ensinou que nem todos os dias são de primavera.
Conheci a saudade. Senti a ausência do meu bem-amado, a distância dos filhos, as dificuldades, os tropeços e as quedas que fazem parte de toda existência.
Chorei, sim. Mas também encontrei motivos para sorrir.
Porque cada lágrima me ensinou alguma coisa. Cada dificuldade me fortaleceu. E cada alegria me lembrou que viver sempre vale a pena.
Meus olhos contemplaram tantas paisagens e tantos rostos...
Meus ouvidos guardaram vozes que jamais esqueci.
Minhas palavras, ditas e não ditas, meus pensamentos, meus sonhos e meus silêncios... tudo isso construiu a mulher que me tornei.
Não fui perfeita. Fui humana.
E vivi.
Ah... como vivi!
O legado
Aquilo que permanece
Hoje, já não estou entre vocês como antes.
Mas será que realmente parti?
Continuo nos traços dos meus filhos, nas histórias que contam, nas lembranças que despertam sorrisos e, às vezes, lágrimas.
Continuo em cada gesto de carinho, em cada saudade silenciosa, em cada memória que o tempo não conseguiu apagar.
Porque uma vida não termina quando os olhos se fecham.
Ela continua naqueles que amamos.
Eu fui menina. Fui jovem. Fui mulher. Fui mãe.
Fui amor. Fui vida.
Hoje sou lembrança. Sou saudade.
Mas, o amor não conhece despedidas...
E é por isso que ainda reino nos corações daqueles que me amaram.